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Rombo nas contas públicas será maior este ano e menor em 2019. Mas tudo dentro da meta

Paulo César de Oliveira
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Economistas passaram a ver um rombo primário maior para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) no ano que vem, ao mesmo tempo em que melhoraram as contas para este ano, segundo o relatório Prisma Fiscal divulgado nessa quinta-feira pelo Ministério da Fazenda. Conforme mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa agora é de déficit primário de 123,288 bilhões de reais em 2019, contra 117,875 bilhões de reais no levantamento anterior, mas dentro da meta de saldo negativo em 139 bilhões de reais. Para este ano, economistas consultados no Prisma passaram a ver déficit um pouco menor, de 149,642 bilhões de reais, ante 151,192 bilhões de reais no levantamento de junho. A meta estabelecida pelo governo é de rombo primário de 159 bilhões de reais. Membros da equipe econômica vêm reiterando a viabilidade do cumprimento do alvo fiscal mesmo em meio a dificuldades recentes, como a greve dos caminhoneiros, que paralisou o país em maio, afetando o abastecimento de produtos de várias cadeias. Para acabar com os protestos, o governo aceitou subsidiar a diminuição do preço do diesel, a um custo fiscal total de 13,5 bilhões de reais no ano. Em relação à dívida bruta, os cálculos dos economistas pioraram tanto para este ano quanto para o ano que vem, ficando em 76% do Produto Interno Bruto (PIB) e 78,10% do PIB, respectivamente. Antes, as contas eram de 75,8 por cento para 2018 e 77,8 por cento para 2019.

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