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Rumos da economia preocupam setor produtivo

Paulo César de Oliveira
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Os últimos movimentos da economia brasileira estão frustrando o setor produtivo, segundo o empresário Joel Ayres da Motta Filho (foto), da JAM Engenharia de Ar Condicionado. Para ele, o aumento da taxa Selic, com projeção de novo aumento na próxima reunião do Copom, é muito ruim para todos os setores, mas na construção civil, que é uma âncora da economia, vai afetar o setor como um todo, a começar pela empregabilidade. Isso porque, explica Joel Ayres, com a taxa Selic baixa, o financiamento para compra de um apartamento também será baixo e a prestação fica mais em conta do que o aluguel. Isso explica o aumento da procura pela compra de imóveis. Com o aumento da procura, consequentemente há um impulso na construção, que significa mais empregos e a economia girando. Os juros altos significam, por sua vez, aumento nas prestações, no financiamento, menos compras e, consequentemente, menos obras. Mexe com toda a cadeia produtiva.

Mais previsibilidade 

Para piorar, Joel Ayres lembra que a inflação também está mostrando suas garras. Os rumos da economia, segundo ele, estão frustrando os empresários. “Nada é previsível nem na economia nem na saúde”, lamenta o empresário, que acrescenta que os empresários querem ondas menores, porque a estabilidade não existe e está a cada dia mais impossível. Ele também cobra do governo um socorro para os empresários semelhante ao do início da pandemia da Covid-19, diante do novo isolamento imposto pelo agravamento da pandemia. Caso contrário, Joel acredita que muita gente vai quebrar.

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