Mais uma notícia difícil para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto/reprodução internet): o setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e estatais– registrou déficit nominal de R$ 1,111 trilhão no acumulado de 12 meses até novembro, o que corresponde a 9,50% do PIB (Produto Interno Bruto). O Banco Central divulgou o resultado nesta segunda-feira. O déficit nominal ficou pelo 8º mês seguido acima de R$ 1 trilhão. Na pandemia de covid-19, as contas públicas ficaram negativas por 3 meses seguidos acima desta marca.
Parte da explicação para o déficit nominal elevado é o gasto com juros da dívida. As despesas com a cifra foram de R$ 918,2 bilhões no acumulado de 12 meses até novembro. Esse é o maior valor da série histórica, iniciada em 2002. A taxa básica, a Selic, elevada contribui para o encarecimento da dívida. O juro base do Brasil está acima de 2 dígitos desde fevereiro de 2022.