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Jogo Aberto

Paulo César de Oliveira
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*O vice-presidente Hamilton Mourão (foto) avaliou nessa quarta-feira que um novo imposto “baixo”, com destinação específica e vinculado à renda mínima e às negociações sobre a desoneração da folha de pagamento teria chances de aprovação no Congresso Nacional. Mourão negou que a ideia do tributo se encaixe nos moldes da antiga CPMF. Acrescentou, ainda, que se aprovado, o imposto traria uma “velocidade maior na busca do equilíbrio fiscal” e poderia dar espaço ao governo para tocar programas sociais e investimentos públicos. O vice-presidente disse acreditar, ainda, que a sugestão poderia contar com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), caso seja colocada nas condições que descreveu. Maia tem sido um crítico da CPMF e em declarações recentes reforçou a posição.

 

*A pandemia do novo coronavírus vai levar a uma queda de 9,1% na atividade econômica da América Latina e do Caribe em 2020. Com a retração, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita da região deve voltar ao alcançado em 2010, ou seja, a queda representa um retrocesso de 10 anos nos níveis de renda por habitante da região. A estimativa foi divulgada ontem pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), organismo ligado à Organização das Nações Unidas. O órgão lançou um relatório atualizando para baixo a previsão de retração na atividade econômica da região. O texto ressalta que a região vai acompanhar a tendência de queda na economia mundial. Dados da Cepal indicam que a queda no comércio mundial de bens e serviços pode chegar até 32%. Na região, as exportações já apresentaram queda de 23%.

 

*O PSL expulsou ontem os deputados estaduais de São Paulo Gil Diniz e Douglas Garcia, defensores ferrenhos de Jair Bolsonaro no partido e na Assembleia Legislativa Paulista. A decisão foi unânime na executiva estadual do partido. Os dois foram acusados internamente de participar de atos antidemocráticos e ofender ministros do STF — eles negam e dizem que são perseguidos por apoiarem a criação da Aliança pelo Brasil. Em maio, os dois já haviam sido suspensos do partido. Pesou contra eles, principalmente, a defesa que fizeram de manifestantes que foram presos, em março, por protestarem em frente à casa do ministro Alexandre de Moraes. Gil Diniz e Douglas Garcia foram à delegacia e disseram que a prisão era política.  “Os representados apoiaram deliberadamente quem foi acusado pelo ministro Alexandre de Moraes de ofendê-lo e ameaçá-lo. Na mesma linha, o representado Douglas produziu uma série de manifestações nas suas redes sociais afirmando haver hoje uma ‘ditadura no Brasil do Judiciário’ e que o STF queria dar um golpe no presidente Bolsonaro”, diz a ata da decisão. Antes da executiva estadual, os três membros da comissão estadual de ética do partido votaram de forma unânime pela expulsão.

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