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JOGO ABERTO

Por Paulo César de Oliveira
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Armínio Fraga (foto: Leo Pinheiro/Valor Econômico)

*Iniciada oficialmente a campanha eleitoral, os doadores começam a aparecer. Como o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga (foto: Leo Pinheiro/Valor Econômico), que distribuiu R$ 135 mil para três candidatos de partidos de esquerda. Entre os beneficiados estão Tabata Amaral (PSB-SP), Marcelo Freixo (PT-RJ) e Felipe Rigoni (PSB-ES) — todos candidatos à Câmara dos Deputados. Quem mais recebeu foi Tábata, com R$ 100 mil. Para Rigoni, Fraga doou R$ 25 mil e Freixo recebeu R$ 10 mil. Não é a primeira vez, que os três recebem doações de Fraga. Em 2022, Freixo recebeu R$ 200 mil e Tábata e Rigoni receberam R$ 100 mil.

*A coordenação da campanha do presidente Lula decidiu que ele não participará do debate da TV Bandeirantes, marcado para domingo, 23. Segundo avaliação da equipe, o formato do debate não oferece condições consideradas equilibradas para que Lula responda aos ataques e questiona a composição da lista de participantes. Segundo a equipe de Lula, alguns candidatos, como Renan Santos, Missão, e Romeu Zema (Novo) não se enquadrariam nos critérios previstos da legislação eleitoral para participação obrigatória em debates. Pelas regras eleitorais, só têm participação assegurada nos debates candidatos cujos partidos tenham ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Candidatos do Missão e Novo, portanto, estão fora dos debates. A decisão se Lula vai ou não ao debate ainda será discutida em uma reunião da campanha nesta semana, mas a possibilidade de mudança é considerada remota.

*A inadimplência entre empresas brasileiras atingiu um novo recorde em junho de 2026. Segundo dados da Serasa Experian, 9,1 milhões de CNPJs estavam negativados no período, o maior número desde o início da série histórica, em 2016. O volume de dívidas em atraso também alcançou o maior nível já registrado, chegando a R$232,9 bilhões. A região Sul registrou 1.565.690 empresas inadimplentes e o Paraná concentrou o maior número de empresas negativadas, com 601.986 CNPJs inadimplentes, seguido por Rio Grande do Sul (527.555) e Santa Catarina (436.149). Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em junho de 2026, com destaque para São Paulo (3.126.658), seguido por Minas Gerais (907.558) e Rio de Janeiro (874.385).

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