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JOGO ABERTO

Por Paulo César de Oliveira
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Rogério Marinho (foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

*Ao contrário do senador Davi Alcolumbre (União-AP), que vê sua reeleição para a presidência do Senado comprometida com a nova composição do Congresso, o senador Rogério Marinho (foto: Geraldo Magela/Agência Senado), PL-RN, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, com apoio do PL nacional ganha força para presidir a Casa em 2027. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, inclusive já declarou que o partido vai trabalhar para eleger Marinho e descartou qualquer apoio para manter Alcolumbre na presidência da Casa. A articulação para tornar Marinho o novo presidente do Senado ganhou força com o PL formando a maior bancada da Casa com 28 senadores eleitos. A eleição da nova Mesa Diretora acontecerá em fevereiro

*O agro brasileiro mostrou sua força nestas eleições, ao manter forte presença no Legislativo e ampliando sua presença no Senado, a partir de 2027. A bancada da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) encerrou o primeiro turno das eleições de 2026 com 200 integrantes eleitos ou reeleitos. Desses, 176 foram reeleitos para a Câmara dos Deputados. No Senado, seis membros que disputaram a reeleição conseguiram permanecer na Casa, enquanto outros 17 senadores vinculados à FPA ainda cumprem seus mandatos e, portanto, não participaram desta eleição. Entre os 17 deputados integrantes da frente, foram eleitos, entre outros, os senadores Arthur Lira (PP-AL), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Carol de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Evair de Melo (Republicanos-ES), Filipe Barros (PL-PR), Guilherme Derrite (PP-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

*Seis dos presidentes de partidos que disputaram as eleições de 2026 foram eleitos para a Câmara dos Deputados enquanto outros dez que foram às urnas não conseguiram se eleger. Dentre os que foram eleitos, estão Baleia Rossi (MDB-SP), Luiz Tibé (Avante-MG). Renata Abreu (Podemos-SP), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Antonio Rueda (Unão Brasil-RJ) e Edinho Silva (PT-SP). O único dirigente de uma legenda da esquerda eleito foi Edinho Silva, os outros são de partidos do Centrão. Dentre os dirigentes partidários que não conseguiram se eleger, estão Aécio Neves (PSDB-MG) que disputou uma vaga no Senado e Ciro Nogueira (PP), que ficou em terceiro lugar na disputa por uma vaga no Senado no Piauí.

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