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Temos água, mas não em abundância. Precisamos saber usar

A troca de conhecimentos durante o 8º Fórum Mundial da Água, que começou ontem e vai até o dia 23, em Brasília, pode ajudar o Brasil a criar uma política nacional de prevenção à escassez hídrica. Essa é a opinião do coordenador temático do fórum, Jorge Werneck, que também é diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Na avaliação dele, apesar de 19% da oferta mundial de água estar no país, é um equívoco pensar que o Brasil tem abundância. “E quando há fartura, ninguém se preocupa muito”, disse. O especialista alerta que com as mudanças climáticas, as chuvas tornaram-se irregulares nos últimos dez anos, paralelamente ao processo de migração do campo, ocupações desordenadas e o uso crescente de água na produção agrícola. Desta forma, algumas cidades passaram a enfrentar uma crise hídrica, como é o caso de Brasília e São Paulo. ”A gente está vivendo um processo de urbanização muito grande com comunidades se juntando e em alguns locais temos os polos agrícolas, com altas tecnologias baseadas em mecanismos de irrigação. Em grande parte do país, não chove bastante como, por exemplo, no Nordeste”. Na região existem áreas onde não chove há seis anos. Para Werneck (foto), a prevenção passa por forte atuação no combate à poluição das águas e ainda na redução de perdas nas áreas rurais e urbanas.

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