As chamadas “autoridades monetárias”, poderiam adotar uma proposta que vem sendo muito comentada entres os aposentados devedores de empréstimos consignados. Ela é simples: adiar a cobrança de três ou quatro parcelas do empréstimo que seriam jogadas para o final. Para entender mais fácil: um empréstimo que deveria ser pago em 60 meses, venceria em 63 ou 64 meses. Os bancos, ou o governo através de seus mecanismos de estímulo, poderiam arcar com os custos desta postergação. Esta medida iria, com certeza, desafogar a situação financeira de milhões - é milhões mesmo - de aposentados do INSS e de órgãos públicos e evitaria que, ao contrário do que estuda o governo federal, eles façam novos empréstimos, mesmo que com juros menores. O negócio do empréstimo consignado movimenta perto de R$ 300 bilhões no país e é um grande negócio para as instituições financeiras. Basta ver o assédio sobre os aposentados com ofertas de crédito. É hora de o governo pensar mais naqueles que trabalharam durante tantos anos. Adiar o pagamento é a solução. Não a facilitação de novos empréstimos que apenas adia o problema dos aposentados dependurados no consignados.