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Vivemos em um estado democrático de sofrimento, diz ministra Cármen Lúcia

Paulo César de Oliveira
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A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia (foto), disse ontem (16) que o Brasil vive um "Estado Democrático de Direito em sofrimento" e defendeu que os brasileiros se unam em nome do avanço do país. A declaração foi na entrega do prêmio da Associação Nacional dos Jornais (AJN), em São Paulo. A ministra foi agraciada por sua defesa da liberdade de expressão. Para ela, "nesse momento de crise, vejo muita raiva ao invés de ter discussões, vejo reclamações ao invés de reivindicações. É um momento em que devemos ter clareza do que queremos e de como fazer para conseguir o que queremos. Queremos um Brasil justo para todo mundo". A ministra acrescentou que as dificuldades do país são muitas, e a impressão que se tem é que “estamos num Estado Democrático de Direito, mas em sofrimento”, o que para ela é uma “oportunidade de todos nós nos unirmos". Em uma rápida conversa com a imprensa, na saída do evento, a ministra Carmem Lúcia defendeu a atuação do STF em relação às liminares interferindo no andamento dos processos relacionados aos pedidos de impeachment da presidente Dilma. Para Carmem Lúcia, "o Brasil pode ter a mais absoluta segurança de que nós não interferimos em nada que não seja a obrigação do Supremo, de dar cumprimento à Constituição. Tudo que seja dos outros. Poderes, nós não entramos. As decisões foram tomadas pelos ministros, com toda certeza, considerando o que está na Constituição e o que foi posto em julgamento".

 

Não à proposta de regulamentar a imprensa

A ministra Cármen Lúcia disse ainda ter receio a qualquer proposta para regulamentar a atividade da imprensa. "Tenho muito medo dessa história de regulamentar. Fala-se em regulamentar, daqui a pouco se está cerceando, e eu sou de uma geração que sofreu muito com a mordaça na imprensa". Para ela "esse negócio de regulamentação me apavora, já vivi calada por muito tempo. Não fui feliz e lutei para acabar com isso. Portanto, esse negócio de regulamentar, deixa que a imprensa sabe dela. Eu não quero saber disso".

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