A fala de presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin (foto Gustavo Moreno/STF), expõe o óbvio que Brasília evita: a crise já não é do Judiciário, é no Judiciário. Ao reconhecer excessos e pedir autocontenção, o presidente do Supremo Tribunal Federal admite que a expansão de poder cobra fatura institucional. O diagnóstico é correto: soluções velhas não resolvem conflitos novos. Mas o remédio exige disciplina rara, o limite. O ponto é político: quando a Corte acumula a “última palavra” e amplia fronteiras, tensiona o sistema e substitui mediações que deveriam vir do voto e do Parlamento. O espelho está posto. Falta saber se o tribunal vai se ver — ou se, mais uma vez, o barulho dos extremos encobre a reflexão.











