Quando Hélio Garcia era governador de Minas, fez um convite para o jovem advogado José Murilo Procópio de Carvalho (foto: X/Reprodução) ir tomar um café no Palácio das Mangabeiras, à época praticamente um casebre, mas era chamado de palácio por ser a residência do governador; tempos em que havia a liturgia do cargo, à qual Romeu Zema ignorou.
Hélio Garcia também me chamou para este mesmo encontro, sem dizer do que se trataria. Lá chegando, Ildeu Casagrande – que era assessor de Hélio e era realmente grande – nos levou ao escritório. Daí a pouco entra o governador, nos cumprimenta, e com seu jeitão vai dizendo: “Olá meninos meninos tudo bem? Zé Murilo quero te convidar para ser desembargador.” O cargo era importantíssimo, na época. E Zé Murilo, ainda trêmulo com o convite, responde: “Governador, fico muito lisonjeado, mas quero ser advogado.” Assim, fui testemunha do fato inédito de alguém recusar o convite de um governador para tornar-se o renomado advogado que é.










