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Uma nova relação no mercado imobiliário

A nova geração que está dominando o mercado de trabalho é aquela que nasceu olhando para a tela do computador, que aprendeu a usar um telefone celular antes de falar as primeiras palavras. Em movimento constante, uma hora aqui, outra ali, esses profissionais estão trocando os hotéis pelo aluguel de apartamentos por um período menor. Para atrair os proprietários, a ideia, segundo Mariana Hemerly, da Wile, é a de pegar os imóveis que estão à venda e parados e aluga-los por um período menor, e ao mesmo tempo, deixa-lo em exposição para a venda. É um formato mais dinâmico e que apresenta uma nova alternativa de morar e dinamizar o mercado imobiliário.

 

Qual é essa nova proposta que está alterando radicalmente o mercado imobiliário?

Nós estamos lançando um projeto revolucionário no mercado imobiliário. Esse mercado está muito parado. Pessoas com apartamento para vender, com até dois anos com o imóvel fechado, sem conseguir vender, gerando custos, gastos com condomínio, IPTU etc. A pessoa fica cheia de gastos, em vez de lucro. A Wile foca em dois pilares: um nesse dos apartamentos fechados e do outro lado, nos muitos empreendedores que precisam passar um ano, ou seis meses, em uma cidade não consegue alugar um bom lugar para ficar, porque o aluguel de temporada ou de mais de 30 meses. A proposta da Wile é a de alugar e vender. Enquanto o dono do imóvel não vende, ele aluga o imóvel para os wiles, que são essa nova geração de nômades digitais, que precisam de contratos mais curtos. São, normalmente, pessoas bem sucedidas, que passam boa parte da vida viajando. Isso é muito comum na Europa e está cada vez mais comum também no Brasil. Nós fazemos contratos mais curtos, desburocratizados de seis meses ou de um ano. Assim, enquanto o imóvel não é vendido, ele é aberto para visitas. Quando o apartamento é vendido, os wiles recebem uma bonificação de 2% do valor do imóvel. Em outras palavras, em vez de se ter um locatário que está contra o seu projeto de venda, a pessoa tem dentro do seu imóvel um parceiro na venda, que vai pagar todos os seus custos, vai pagar um aluguel, só que com 40% de desconto.

 

O imóvel não fica ocioso. Enquanto tem uma pessoa morando lá, ele continua aberto à visitação?

Isso, e o comprador também ganha mais autonomia, porque ele marca na plataforma, direto na Wile o apartamento, vai lá e visita o imóvel. Se gostarem, fazem a oferta online.

 

Essa é uma tendência no mercado imobiliário?

É uma tendência que a sociedade está forçando, pois essa nova geração, que já nasceu com a internet, quer agilidade e celeridade. Eles não estão se identificando com o mercado antigo e isso está fazendo o mercado ficar parado. Nós somos mais uma plataforma de mercado imobiliário que vem tentar resolver os problemas de todos, dos proprietários, que estão com o imóvel parado, gerando perdas, eles param de perder, quando vender o wiles ganha uma bonificação, como se fosse uma indenização. O foco da Wile não é alugar enquanto não vende, é vender mais rápido, porque existe todo esse público que se identifica. Nós vamos entrar com um trabalho de marketing agora, no mês de outubro, no lançamento da plataforma. É uma proposta diferenciada, que busca leveza no processo e poder fazer tudo muito rápido, ágil, online.

 

Belo Horizonte é um mercado aberto a esse tipo de novidade?

Nós decidimos começar por aqui, em outubro, e em março do ano que vem estaremos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nós temos percebido que, mesmo em Belo Horizonte, que é um mercado tão tradicional, tanto os proprietários, quanto os wiles, que são muitos, são pessoas empreendedoras, na faixa dos 30 anos, que estão precisando morar. É como os carros. Eles não querem mais comprar carros, eles preferem usar o Uber e estão assim também em relação aos imóveis. Eles querem estar sempre em movimento. Eles são a geração do computador, do coworking. Eles pagam mais por uma cadeira em um coworking do que em uma sala inteira. As salas estão sem ninguém alugando. É essa geração.

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