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Blog do PCO

Uma queda que ninguém esperava

As vendas do varejo brasileiro surpreenderam negativamente em fevereiro ao recuar 0,2% por conta da pressão exercida pela fraqueza em supermercados, destacando a dificuldade da economia em imprimir recuperação consistente diante do desemprego elevado. As vendas varejistas recuaram 0,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quarta-feira. A expectativa do setor era de alta de 04%. Na comparação com o ano anterior, houve perdas de 3,2% , na 23ª taxa negativa seguida, porém num ritmo mais fraco do que a queda de 6,9% esperada na mediana das projeções. O IBGE revisou ainda o dado de janeiro sobre o mês anterior para alta de 5,5% após divulgar originalmente perdas de 0,7 por cento, uma vez que atualizou as ponderações dos setores e passou a usar 2014 como base para a pesquisa, contra 2011 anteriormente.

 

Inflação controlada, desemprego atrapalha vendas

Embora a inflação ao consumidor tenha desacelerado com força, permitindo que o Banco Central desse início a um ciclo de redução de juros, o desemprego ainda é um obstáculo para o aumento do consumo. O país tinha no trimestre encerrado em fevereiro 13,5 milhões de desempregados.”A conjuntura continua mostrando enfraquecimento do mercado, aumento do desemprego e massa de rendimento estável, o que acaba por influenciar a queda no comércio”, avaliou a coordenadora da pesquisa, Juliana Vasconcellos (foto). Segundo o IBGE, o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem peso importante no consumo das famílias, caiu 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, quando havia subido 8,1%na comparação mensal. Também mostraram perdas a comercialização de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,5%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%).

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