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Bancada mineira na Câmara não tem peso político

Paulo César de Oliveira
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Ainda há alguma chance de se reverter a situação. Vai depender do Supremo Tribunal Federal aceitar pedido para adiar, por alguns dias, o leilão das quatro usinas – Jaguara, Miranda, São Simão e Volta Grande. – que a irresponsabilidade política do governo Dilma tomou da Cemig, numa jogada eleitoral que desestruturou o sistema elétrico brasileiro. Dilma prometeu mudar o sistema para baixar o preço da energia. Não reduziu e ainda desmontou o sistema que até precisa de alguns ajustes, mas não da forma irresponsável como agiu o governo. O adiamento solicitado é uma tentativa de articular um esquema financeiro que permita a Cemig participar da disputa para tentar manter sob seu controle, as usinas que representam 50% de sua capacidade de geração. A Cemig, mesmo lutando na esfera jurídica, sabe que dificilmente conseguirá fazer valer seu direito de renovar as concessões, como previsto em contrato, direito usurpado através da Medida Provisória que parlamentares, inclusive da bancada mineira, ajudaram a transformar na lei 12.783/2013. Na esfera política dá-se como batalha perdida. Mesmo tendo a segunda bancada –em número de deputados, não em qualidade – Minas não teve prestígio e força política suficiente para pressionar o Governo Federal na busca de uma solução que não prejudique tanto a sua estatal. A ação política dos parlamentares foi um vexame e o governo federal tratou com desdém a ação de nossos representantes. Uma ação que, somos forçados a reconhecer, resvalou para a pirotecnia. Como a do diretório nacional do PT que, na sexta-feira passada, divulgou nota oficial manifestando-se contra a “privatização” da Cemig e do setor elétrico, que atribuiu, como sempre, ao governo “ilegítimo” de Temer. Puro oportunismo de quem não tem nem mesmo compromisso com a verdade. Faltam dois dias para a realização do leilão. O tempo é curto, mas, tecnicamente e politicamente, suficiente para se buscar uma solução. Nem que não seja a definitiva, mas que pelo menos assegure um prazo, como quer o governo mineiro e a Cemig, para que seja discutida uma alternativa que não prejudique tanto a empresa que, não faz muito tempo, era modelo no setor. À bancada mineira uma sugestão: se não podem ajudar por não terem prestígio político, não atrapalhem.

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