Bolsonaro (foto) volta mesmo ao Brasil nesta semana, após o exílio voluntário de três meses nos Estados Unidos? A data marcada, mas não oficialmente confirmada para esta quinta-feira, dia 30, para a volta do ex-presidente, que foi para os Estados Unidos no final do seu governo, para não ter que passar a faixa presidencial a Lula, cria expectativas no meio político. A primeira é sobre a data do retorno, Bolsonaro marcou o 30 de março, véspera dos 59 anos do golpe militar de 64, certo de que Lula não estaria no Brasil. Mas o adiamento da viagem presidencial à China frustra um pouco os seus planos de chegar dominando as atenções políticas. Outra expectativa de aliados e opositores é como ele chegará ao país e de como será recebido. Será um Bolsonaro mais cauteloso ou o capitão falastrão de sempre? Como um líder dos direitistas ou como chefe de um bando de anarquistas que, sem mesmo saber o que significa ser de direita, vivem a pregar contra “o comunismo que come criancinha”? São muitas as dúvidas sobre o Bolsonaro que vem aí. Certo é que chega desgastado politicamente pela história das joias e outras denúncias graves envolvendo seu governo. Chega para disputar espaço com um presidente também desgastado politicamente por atos e omissões, além de falas desastradas, cujo governo vai chegando aos cem dias cobertos de incertezas. Ótimo momento para se começar a, efetivamente, construir uma terceira via. Sabe-se, no entanto, que ele só retornará com a certeza de que não corre nenhum risco de ir para a prisão. (Foto/reprodução internet)