O projeto que amplia penduricalhos a servidores da Câmara e do Senado, abrindo espaço para salários acima do teto, passou com folga nas duas Casas. Mas o clima virou. Lideranças da base e da oposição admitem que, se o presidente Lula vetar, como já sinalizou, dificilmente haverá força para derrubar o veto em ano eleitoral. Nos bastidores, parlamentares dizem ter sido surpreendidos pelo texto. O relator, deputado Alberto Fraga (foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados), PL-DF, afirmou ter recebido a versão final já no plenário, com menos de meia hora para examiná-la. Ainda assim, a proposta foi aprovada a toque de caixa. Só Novo e Psol orientaram voto contrário. Agora, além do desgaste político, o Congresso terá 60 dias — por determinação do ministro Flávio Dino, do STF — para rever os benefícios que furam o teto. O “trem da alegria” andou rápido demais. E pode descarrilar na estação do veto.










