Se tudo der certo, e os tratos forem cumpridos, a Câmara dos Deputados deverá aprovar, nesta quarta-feira, em primeira votação, o novo arcabouço fiscal do país que se espera, será o passo inicial de uma grande reforma da economia brasileira. O governo conta com a aprovação e para isto investiu muito. Foram milhões em emendas parlamentares liberados apressadamente para assegurar o andamento e o apoio parlamentar a um projeto que para a maioria dos economistas e empresários é fundamental para o ajuste da economia brasileira e a consequente retomada do desenvolvimento. O PT, tão moralista, foi obrigado a retomar a velha prática, que tanto dizia combater, de “comprar” apoios parlamentar com pagamento e emendas que, teoricamente, vão financiar obras e outros benefícios em estados e municípios, que se transformam em votos nas eleições. É assim que a roda política gira e, quebrando a áurea de seriedade política, o governo aderiu. Arrombou as porteiras e, certamente, pagará caro, e sempre, por isto. Nada se fará, como sempre foi, sem a liberação de verbas para atender as “bases” dos parlamentares. Mas antes da quarta tem a terça-feira. E amanhã a Câmara Federal deverá votar uma emenda que anistia 19 partidos, condenados a multas no valor de 40 milhões, por irregularidades cometidas em 2017 na gestão do Fundo Partidário. Para isto eles são rápidos. Para votação de assuntos de interesse nacional são mais lentos e buscam estímulos. É a roda política que o eleitor monta.