O avanço do senador Flávio Bolsonaro (foto Andressa Anholete/Agência Senado) sobre a pré-candidatura do presidente Lula decorre de três vetores que se cruzam. Primeiro, a transferência do capital político de Jair Bolsonaro mantém viva a base mobilizada num ambiente ainda polarizado. O desgaste acumulado de Lula após três mandatos limita sua capacidade de ampliar apoio, sobretudo diante de rejeição elevada. Terceiro, a percepção econômica desfavorável corrói a avaliação do governo e pesa diretamente na intenção de voto. O resultado é a compressão da vantagem histórica: de dois dígitos para empate técnico com leve dianteira de Flávio. Ainda assim, seu desafio segue sendo ampliar reconhecimento e reduzir resistência fora do núcleo bolsonarista.











