Duas vozes do campo progressista expuseram o incômodo: Lula já não conversa com a juventude. A dirigente estudantil Bianca Borges (foto Divulgação/UNE/@vitolivr_) apontou falta de conexão com o sentimento popular e foi prontamente enquadrada, sinal de baixa tolerância à crítica. O produtor artístico Preto Zezé foi além: identificou esgotamento criativo e lembrou que as velhas promessas — diploma, emprego formal, consumo — perderam força diante de uma geração moldada por autonomia, fluidez e propósito. A agenda que funcionou no passado hoje soa datada. Medidas pontuais não respondem a expectativas mais complexas, e a frustração cresce entre jovens que não viram ascensão real. Pesquisas indicam o distanciamento: onde antes havia adesão sólida, hoje há perda de terreno. O problema não é linguagem ou tecnologia, mas leitura equivocada de um novo tempo.











