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Blog do PCO

Nesse conto de fadas o presidente é o vilão

A proclamação nas redes sociais de algo como “fui eu que nomeei Pujol” é descabida e imprópria. Mas revela a imagem que Bolsonaro vê em seu espelho mágico, como nos velhos contos de fadas: o “imperador” do Brasil, que tudo sabe e tudo pode. A cada dia, a cada declaração, o “imperador” se desnuda mais. E nós, que o elegemos e confiávamos no poderoso tripé que lhe dava condição de fazer um governo capaz de acabar com a corrupção, a ineficácia e os privilégios que infectam o Brasil, vimos Bolsonaro desmantelá-lo. Começou com Sergio Moro (foto), que garantia o combate à corrupção, mas ameaçava interesses da família Bolsonaro e aliados. Depois, ao negar apoio ao ministro Paulo Guedes, quando medidas econômicas sérias e necessárias foram propostas, pelo receio de afetarem sua reeleição. No combate à pandemia, mandou a ciência às favas. Restou-lhe o apoio de bem-intencionados militares, mas que já sofreram um primeiro desbaste. Para substituir o tripé, ele busca o Centrão, que não garante o futuro do reinado. Os olhos dos brasileiros estão, finalmente, se abrindo. Hoje está claro que o verdadeiro slogan do presidente dos EUA sempre foi “Trump first”, como fica cada vez mais evidente que no Brasil o que vale é “Bolsonaro acima de todos”.

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