A pesquisa da Realtime Big Data desmonta um mito conveniente: o Brasil não é tão rachado quanto o discurso sugere. No segundo turno, o presidente Lula empata tecnicamente com adversários, inclusive Flávio Bolsonaro (foto: Geraldo Magela/ Agência Senado). Mas o dado mais incômodo é outro: os eleitores dos dois lados pensam parecido. Redução da jornada, isenção maior no IR, restrição a apostas — há maioria convergente. O eleitor briga na superfície ideológica, mas, no fundo, quer a mesma coisa: trabalhar menos, pagar menos imposto e viver com mais previsibilidade. A política grita. A sociedade sussurra — e concorda.











