Há um movimento silencioso no entorno do Planalto — e ele não é obra do acaso. A primeira-dama, Janja da Silva (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil), antes protagonista ruidosa em debates internacionais e comentários inflamados sobre política global, recolheu-se. Não houve palavras sobre o presidente norte-americano, não houve crítica, não houve sinal de que desejava entrar em cena. O contraste com o passado recente é gritante: a Janja que disparava provocações, afrontava figuras poderosas e testava os limites diplomáticos parece ter ficado no arquivo morto. A mudança não nasceu de súbita vocação para a discrição. É resultado de cálculo político. Ficou evidente que declarações impetuosas servem menos para projetar uma figura pública engajada e mais para criar constrangimentos. Desgastavam o governo do marido, alimentavam polêmicas desnecessárias e, no balanço final, traziam mais custo do que benefício. A percepção de que a “autenticidade” estava saindo cara prevaleceu.











