O primeiro ano de Hugo Motta (foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados) à frente da Câmara expôs os custos de uma presidência sustentada por uma coalizão ampla demais e convicções de menos. Eleito com 444 votos – do PT ao PL – o deputado paraibano tentou administrar interesses contraditórios sem definir com clareza um eixo próprio, o que produziu ruído constante e desgaste precoce. Crises sucessivas, atritos com governo, oposição e centrão e a presença permanente da influência de seu antecessor, Arthur Lira, minaram sua autoridade interna e projetaram uma imagem de fragilidade. A promessa de previsibilidade na pauta esbarrou em decisões erráticas e em reações tardias diante de conflitos sensíveis. Para 2026, Motta inicia um ciclo sem débitos legislativos relevantes, mas com capital político corroído e compasso de incerteza.











