Durante esse 2º turno da campanha eleitoral, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro disputam votos com promessas que deixam a conta para depois. Lula anuncia perdão de dívidas e dinheiro para MEIs, embora parte do pacote dependa do Congresso e possa ser barrada. Flávio promete cortar gastos, preservar benefícios e despesas obrigatórias e não aumentar impostos, sem esclarecer como fechará essa equação. Um vende benefício antes do aval; o outro oferece ajuste sem mostrar a tesoura. Tratar medidas incertas como entregas garantidas é alimentar o estelionato eleitoral. O eleitor merece saber o custo, a fonte dos recursos e os obstáculos de cada proposta. Promessa não paga boleto, mas pode render voto. (Foto Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro e Ricardo Stuckert).











