O ministro Teori Zavascki (foto), relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu exonerar o assessor Manoel Lauro Volkmer de Castilho, que assinou um manifesto em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento foi entregue na última segunda-feira, ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e defendia a decisão dos advogados de Lula de recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU) contra o juiz Sérgio Moro. Segundo Teori, foi Castilho quem pediu exoneração "para evitar constrangimento". "Ele pediu exoneração e eu aceitei”, simplesmente assim. “O conteúdo do documento pode aparentemente fazer com que se façam leituras incompatíveis. Ele percebeu isso e tomou a iniciativa", ressaltou o relator da Lava-Jato. O texto, assinado por mais de 60 procuradores, professores e advogados, afirmava que Lula era "alvo das elites e da oligarquia", que "inconformadas com a ascensão da esquerda ao poder" iniciaram uma "verdadeira caçada ao petista com o apoio da grande mídia". "Embora tenha deixado a Presidência da República há cerca de seis anos, Luiz Inácio Lula da Silva continua sofrendo ataques preconceituosos e discriminatórios. Agora as ofensas estão acompanhadas de uma tentativa vil de criminalizar o ex-presidente", dizia o documento.