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Blog do PCO

Uma nova cara para o Senado

Quando chegou ao Congresso Nacional para assumir o seu primeiro mandato como senador, o jornalista Carlos Viana (foto) teve a sensação de que os grupos políticos já estavam formados e os blocos trabalhando a mais tempo. Sentiu que era necessário se ambientar àquela situação. “O fato de ser jornalista, gera uma certa desconfiança dos que estão ali. Os colegas senadores querem saber do seu posicionamento e até sobre como iria me comportar em relação ao sigilo sobre as negociações que acontecem ali”. O primeiro passo Viana que teve que dar foi vencer essa resistência para começar a fazer parte do grupo.

 

Abrindo espaço

A segunda etapa do processo de adaptação à atividade parlamentar foi conhecer o regimento interno. Carlos Viana constatou que quem não conhece o regimento interno não tem a capacidade de influenciar em absolutamente nada. Apenas o discurso não funciona, não adianta nada. Para conseguir levar adiante uma matéria é preciso conhecer todos os passos do processo. Outra etapa foi a de se relacionar com os líderes dos partidos, porque são eles que vão definir quais são as trajetórias dos projetos e das questões políticas na Casa. Escolhido como diretor de Comunicação institucional do Senado, Carlos Viana, mostra que está conseguindo abrir o seu espaço. Toda área de comunicação da TV Senado, da rádio, da área de relações públicas e das redes sociais estão sob sua responsabilidade, dentro e uma espécie de secretaria, que ele diz “estar tomando conta”.

 

Resgatando politicamente Minas Gerais

Carlos Viana entende que para ajudar Minas Gerais, será necessário um trabalho intenso. Tirando o senador Antonio Anastasia que, segundo Viana, é um dos senadores mais respeitados e ativos na Casa, os anteriores, nos últimos 20 anos, deixaram um vazio político enorme, que será preciso reconstruir. Para ele, Minas deixou de ser ouvida nas principais decisões do país. “Todas as questões políticas, todos os acordos passavam por Minas Gerais e, só agora, os três senadores mineiros estão fazendo com que Minas seja respeitada”. O estado da Bahia, por exemplo, conseguiu resolver boa parre dos problemas dela, segundo Carlos Viana, por ter uma bancada muito ativa e respeitada. Goiás é outro estado que evoluiu em várias questões, e Minas Gerais está atrasado, por exemplo, em pelo menos 20 anos em termos de mobilidade.

 

Reforma da Previdência no Senado

Carlos Viana não acredita que a reforma da Previdência seja aprovada em agosto, como está prevendo o governo. O Senado irá participar dessa discussão com mais força. Para ele, será necessária a revisão, principalmente em função dos interesses dos estados, que não foram incluídos no relatório da Câmara Federal Para ele, essa é uma questão fundamental para Minas Gerais que gasta 70% da sua receita com pagamento de servidores ativos e inativos. A previsão do senador é que só em outubro ou novembro a reforma seja votada.

 

Sucessão municipal

Se depender do senador Carlos Viana, o prefeito Alexandre Kalil será reeleito no primeiro turno, nas eleições do ano que vem. Ele também é um candidato natural ao governo de Minas em 2022. A sua expectativa é de que haja uma renovação muito grande nos próximos anos, devido ao esfacelamento dos partidos políticos.

 

Encontrando o meio termo

O Supremo Tribunal Federal bateu o martelo e tornou a homofobia crime. “E é crime, porque ninguém pode ser discriminado pela sua opção sexual. Uma decisão com muita sabedoria. Nós tivemos uma conversa com o ministro Dias Toffoli, e com ministros evangélicos, explicando que não gostaríamos que, dentro das igrejas nós fossemos criminalizados e incriminados devido a um discurso religioso. O Supremo entendeu e colocou uma cláusula em que, por questões religiosas, não se aplicará a lei da homofobia, desde que o discurso não incite o ódio ou a indignidade humana. Isso é o equilíbrio que nós deveríamos ter tido lá atrás”. Para o senador Carlos Viana, a bancada evangélica está muito mais madura politicamente. “Hoje, não é possível conhecer o movimento político brasileiro, sem conhecer os evangélicos. O Brasil é um país leigo, nós não queremos a Bíblia como Constituição. Mas a liberdade religiosa é fundamental para todo mundo”.

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