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Apostando na volta dos investimentos

Paulo César de Oliveira
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Todas as atenções estão voltadas, neste momento, para as medidas que o presidente interino Michel Temer passa a tomar a partir de agora. Com o seu ministério definido, chegou o momento de encarar o Congresso Nacional e as mudanças que precisam ser feitas para que o país possa tomar o caminho do crescimento. Alguns setores foram mais e outros menos afetados. Mas ninguém está conseguindo escapar dos impactos da crise. O setor de tecnologia vem conseguindo sobreviver, mas segundo o presidente do Sucesu Minas, Leonardo Bortoletto (foto), poderia estar bem melhor, já que a falta de investimentos também afeta o setor. O momento agora, segundo Bortoletto é o de seguir em frente. A mudança, segundo ele, já começou.

 

A mudança no comando do governo altera as expectativas do setor de tecnologia?

Nós acreditamos que com a mudança, pelo simples fato de ser diferente, haverá um incentivo, o que é normal, uma reação do mercado empresarial como um todo. Mas na verdade, a expectativa do empresariado é por uma definição, seja ela qual for. É preciso colocar um ponto final nessa pauta que tem travado o Brasil para que nós possamos seguir em frente.

 

O setor de tecnologia foi muito afetado pela crise política e econômica?

O setor de tecnologia, assim como todos os outros setores, é afetado porque quem deixa de fazer investimento, deixa de investir como um todo. O país está retraído neste instante, mas a vantagem do setor de tecnologia é que nós somos alimentados e retroalimentados por um sistema muito grande. Nós temos as startups, nós temos as empresas médias e as grandes multinacionais que atuam no Brasil. Na somatória o setor cresce, porém, muito menos do que o previsto e isto afeta, evidentemente, todas as companhias.

 

 A partir de agora, o que se espera do presidente interino Michel Temer para que esses investidores voltem?

O que nós esperamos do presidente Temer é uma agenda positiva, que tem que ser negociada com todos os setores, não só com o empresariado. Mas esse, em especial, tem condições de colocar a situação nos trilhos e fazer com que a força motriz da economia seja retomada. Eu espero que o presidente Temer, tome a iniciativa de propor esse tipo de agenda.

 

Ainda é possível salvar este ano?

Sem sombra de dúvida que é possível. É muito catastrófico pintar um panorama sem nem analisarmos as primeiras semanas, após uma mudança tão complexa na esfera federal. Eu prefiro aguardar e ver a proposição que vai ser feita através de Brasília para fazer um prognóstico mais preciso.

 

Passando agora para uma bandeira que vem sendo defendida pelo setor de tecnologia, inclusive pelo Sucesu, que é a decisão da prefeitura de São Paulo de regulamentar o aplicativo Uber. Essa decisão terá reflexos em Belo Horizonte?

Não sou só defensor do aplicativo, sou defensor, como presidente da Sucesu Minas, de toda e qualquer inovação tecnológica nos mercados em comum. O Uber não é simplesmente um aplicativo. É uma modalidade, que a partir da uberização, vai afetar a todos. A posição da prefeitura de São Paulo é em favor da inovação, em defesa do consumidor, que pode fazer a escolha que ele quiser e, mais do que isso, é uma sinalização clara de que São Paulo, mais uma vez está à frente de várias outras cidades e se coloca na vanguarda do uso da tecnologia em todo o país.

 

Belo Horizonte, nesse caso, perdeu essa oportunidade?

A prefeitura de Belo Horizonte ainda tem tempo de ter uma postura diferente em relação a Lei 10.900 e fazer com que essa análise seja verdadeiramente amplificada para podermos analisar a questão do Uber não só do ponto de visa do conflito do taxista com o motorista particular. Nós temos que analisar sobre um aspecto mais amplo.

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