Joesley Batista, da JBS, desembarca na Venezuela e, segundo a Bloomberg, tenta convencer Nicolás Maduro a renunciar, uma cena que beira o surrealismo diplomático. Que poder é esse? A JBS, gigante global da carne, tornou-se tão grande que seus donos já se movem como se fossem atores estatais, orbitando crises internacionais com a naturalidade de quem negocia boi no atacado. A empresa corre para dizer que Joesley não representa governo algum. Talvez represente algo mais inquietante: a ascensão de corporações capazes de atravessar fronteiras, regimes e interesses nacionais sem prestar contas a ninguém. É o capitalismo musculoso demais para o seu próprio cercado. (Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil)










