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O mundo Master

Por Paulo César de Oliveira
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Marcos Valério (Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo/Arquivo)

Igor Carvalho de Lima

Minas Gerais consegue sempre se manter em destaque nas eleições presidenciais. Primeiro, como todos já sabem, desde 1989 quem ganha aqui, ganha a eleição para presidente da República. Outro ponto de destaque, porém negativo, seria o surgimento de operadores megalomaníacos que compram e pagam propina para “deus e o mundo” em Brasília. Quem não se lembra do Marcos Valério e o mensalão? Políticos de todos os espectros recebiam uma mesada, para garantir a famosa governabilidade. Mas a coisa, além de não parar, foi crescendo.

Bolsonaro e Arthur Lira foram mais audaciosos e criaram o orçamento secreto, um mecanismo que transformou os parlamentares em administradores de verbas, além de diminuir a possibilidade da renovação no quadro do congresso, com todo o poderio financeiro adquirido pelos Deputados Federais e Senadores usando o dinheiro público.

E agora vem à tona um banqueiro mineiro neste sistema obscuro. Quem de nós não queria um sócio capitalista num resort de Luxo? Mas a sorte ficou com a família de Toffoli, ministro do STF. E mais, qual advogado com pouco tempo de carreira não gostaria de um contrato de mais de  R$ 120 milhões com um banco. Sim, a esposa do Alexandre de Moraes conseguiu com todos seus méritos. Tem também o Ciro Nogueira, chefe de um dos maiores partidos do Centrão (o mesmo do Lira diga-se de passagem) que consegue a singela quantia de R$ 500 mil mensais. E fazer um filme com R$134 milhões contando a história do pai, ex-presidente. Fácil, quando se trata Daniel Vorcaro como “meu irmão”. O áudio enviado pelo Senador e presidenciável Flávio Bolsonaro vai dar pano pra manga. Aécio Neves, praticamente enterrou sua carreira política, ao ligar para o Joesley da JBS pedindo irrisórios R$ 2 milhões. O desespero de Flávio para receber fica óbvio. Mas cá entre nós, alguém acredita que esta verba seria para pagar custos cinematográficos?

Não, tais situações são absurdas e revoltantes. Enquanto o povo rala pra chegar no fim do mês, um forte candidato ao Palácio do Planalto cobra R$ 61 milhões do banqueiro bandido. Quantas pessoas estão envolvidas neste esquema vultuosamente criminoso. Sabemos que os atores milionários de Hollywood dificilmente se arriscariam. Mas os políticos e banqueiros brasileiros parecem não ter receio do risco. Afinal, sabem que, se forem pegos, em pouco tempo já conseguem prisão domiciliar em suas mansões. Flávio tem mais a perder, pois abalou o projeto de poder da direita. (Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo/Arquivo)

Igor Carvalho de Lima – Dono do Instituto Viva Voz, mestre em administração mercadológica e marketing, com especialização no comportamento do consumidor e do eleitor.

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