O Ibovespa perdeu força ao longo do primeiro semestre de 2026 à medida que o mercado reduziu as apostas em um ciclo mais intenso de cortes da Selic. Pressionadas pela inflação persistente, pela alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas, as expectativas para os juros passaram a indicar um cenário de taxas elevadas por mais tempo. Após avançar 14,62% em janeiro, a Bolsa brasileira desacelerou nos meses seguintes e devolveu parte dos ganhos acumulados. O movimento foi acompanhado pela retirada de recursos de investidores estrangeiros, enquanto investidores locais ampliaram sua participação e ajudaram a compensar parte das saídas. A mudança reflete uma revisão das perspectivas para a economia brasileira. Com inflação projetada em 5,3% para 2026 e juros ainda elevados, a renda fixa permanece atrativa e reduz o apetite por ações. Além disso, o fluxo global de investimentos tem migrado para empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial, diminuindo o interesse por mercados emergentes como o Brasil. (Foto: Reprodução/ NeoFeed)










