A ata do Copom divulgada na terça-feira não conseguiu dissipar as dúvidas deixadas pelo comunicado da última reunião e reforçou críticas à condução da política monetária. Embora o Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo(foto: Banco Central/ Divulgação) , tenha justificado o corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25% ao ano, como parte de uma estratégia gradual de flexibilização, economistas apontaram inconsistência entre o diagnóstico e a decisão adotada. O documento reconhece aumento dos riscos inflacionários e uma assimetria no balanço de riscos, indicando maior probabilidade de surpresas negativas para a inflação. Ainda assim, o comitê optou por reduzir os juros, o que alimentou questionamentos sobre a coerência da estratégia e aumentou o ruído na comunicação do BC junto ao mercado. Para Gino Olivares, economista-chefe da Azimut, essa mudança torna ainda mais difícil entender o corte de juros. “A Ata trouxe uma informação importante que não apareceu no comunicado: a assimetria altista dos riscos.










