A reunião entre governo e Frente Parlamentar da Agropecuária, presidida pelo deputado Pedro Lupion (foto Partido Progressista) , sobre a renegociação das dívidas rurais expôs a dificuldade para se buscar um entendimento e expôs um impasse difícil de disfarçar: os representantes dos agricultores querem praticamente o impossível. A bancada rejeita regras mais restritivas, exige mais beneficiados, juros entre 3,5% e 7,5% ao ano e prazo mínimo de dez anos. A Fazenda propõe taxas de 6% a 12%, menor carência e atendimento restrito a produtores atingidos por eventos climáticos. O custo também divide os lados: o governo estima impacto de R$ 140 bilhões em 13 anos; a FPA fala em R$ 65 bilhões. A entidade promete nova proposta, mas se recusa a retirar o projeto aprovado pelo Senado, classificado pelo Executivo como pauta-bomba. E cá para nós, pauta bomba com motivos eleitoreiros é prerrogativa do executivo.










