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Conexão Empresarial

Por Paulo César de Oliveira
- Atualizado em 14 de julho de 2026
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Marília Carvalho

Copasa antes e depois da privatização

Responsável por realizar o processo de privatização da Copasa, Marília Carvalho de Melo (foto/Tião Mourão), viu durante os últimos meses as ações da empresa passarem por uma forte valorização na Bolsa de Valores. A entrada da Equatorial Energia também marca um novo momento para a empresa, que sai das amarras da administração pública para ter mais facilidade para contratar ou dispensar prestadores de serviços que não estão atendendo as demandas da companhia. Esses são apenas alguns pontos da transformação pela qual a Copasa está prestes a passar e que foram temas do jantar-palestra no Conexão Empresarial, evento promovido pela VB Comunicação, revista Viver Brasil, blog do PCO e jornal O Tempo.

A Copasa atua em 636 municípios mineiros e tem um plano de investimento de R$ 21 bilhões até 2030, já dentro da estratégia de universalização dos serviços para atingir 99% de fornecimento de água e 90% de tratamento de esgoto. São os novos desafios que a Copasa tem a partir de agora, segundo Marília, que disse que investir em saneamento é investir em saúde, na valorização imobiliária, no turismo, aumenta a competitividade e muda a perspectiva de investimentos nas localidades atendidas.

Ela lembrou que um dos pontos importantes nesse processo foi o diálogo firmado com as prefeituras, um relacionamento que nem sempre foi fácil na estatal, mas que passou por uma mudança na sua gestão. Esse diálogo permitiu um acordo com a Associação Mineira de Municípios para a negociação dos novos contratos. Dos 636 municípios atendidos pela companhia, 309 são atendidas só com o abastecimento de água e 327 com tratamento de esgoto. A prioridade, segundo Marília, é ter uma prestação de  serviço adequada e depois, pensar em ampliar esse trabalho para outros municípios.

No Conexão Empresarial, Marília também citou três projetos especiais, que demandam atenção e recursos da Copasa. Um deles é o do Sistema do Rio das Velhas, que envolve recursos de até R$ 2,7 bilhões. O Sistema Rio Manso demanda mais R$ 1 bilhão e a Lagoa da Pampulha, vem demandando recursos e projetos para melhorar a qualidade da água, com obras e ações para minimizar os problemas que afetam um dos principais cartões postais de Belo Horizonte. A companhia também investe em outros projetos como o Pró-mananciais, que conta com a participação de 281 municípios, 4.800 propriedades rurais beneficiadas, e pelo menos 9,7 milhões de pessoas impactadas com essas ações, que envolveram até 2025, recursos na ordem de R$ 52,4 milhões. 

Com formação na área de engenharia civil, Marília disse que “me encontrei no saneamento” e é nessa área que ela despontou como uma das profissionais mais bem preparadas e respeitadas no país.

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