O economista especialista em diagnóstico eleitoral, Matheus Dias (foto: Tião Mourão), acredita que o eleitor define o voto com a percepção da realidade. Isso acontece muito em função da prestação do serviço público e com a mídia tradicional divulga. Quando há uma denúncia, m escândalo, isso afeta a percepção do eleitor. O mesmo acontece em relação as redes sociais, com postagens midiáticas, mas que precisam da aprovação da mídia tradicional. O mais importante, no entanto, é a conversação pública, quando o eleitor conversa com alguém que compartilha dos mesmos valores. O certo, segundo ele, é que essa será uma eleição “sangrenta” e a conjuntura vai pesar e vai demandar experiência em gestão pública. As campanhas também são extremamente caras e campanha sem TV terá muita dificuldade. O eleitor não vota no candidato, vota em uma conjuntura.
No quadro atual, as pesquisas qualitativas, aquelas que se aprofundam no que o eleitor pensa, mostra que “para o eleitor de esquerda, o Lula não é mais de esquerda e abandonou a luta de classes, conversa com banqueiro e nesse terceiro mandato, não fez nada. Mas na visão desse eleitor, ele vota no Lula para não deixar o Bolsonaro voltar. O eleitor de direita não vê Flávio Bolsonaro como alguém capaz para disputar o cargo de presidente. Mas vota nele, porque é o que tem mais chance de vencer o Lula.” Os outros candidatos, como Romeu Zema não aparece nem como opção em Minas Gerais. Renan Santos tem comunicação digital forte e Ronaldo Caiado, mesmo tendo apoio no estado, tem pouca densidade eleitoral.










