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Um país longe dos benefícios da civilização

Por Paulo César de Oliveira
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Roberto Brant (foto: Tião Mourão)

O Brasil tem um futuro? Essa indagação foi colocada pelo ex-ministro Roberto Brant (foto: Tião Mourão/ Conexão Empresarial), que vê o Brasil projetando para o futuro uma trajetória de crescimento extremamente medíocre, de pouco mais de 2%. Na sua palestra no Conexão Empresarial Anual Ouro Preto, Roberto Brant argumenta que a renda no mundo cresceu 7x nos últimos anos, enquanto a do brasileiro cresceu 5x. ”Há 40 anos vivíamos muito limitados e nesses 40 anos nos libertamos das restrições com reservas cambiais. Viramos um país com maior liquidez internacional e não aconteceu nada de extraordinário no país, mas paramos de crescer. Temos um crescimento medíocre. Somos um país na escala mundial longe dos benefícios da civilização”, lamenta Brant. O Brasil está organizado, segundo ele, para que nada aconteça. 

A mobilização nacional contra a inflação, com a implantação do Real, por exemplo, foi importante para que as medidas que estavam sendo tomadas dessem certo.

Em 2015 e 2016, o PIB em vez de crescer mediocremente, caiu. Nem na pior crise no país houve uma recessão tão forte. O sistema democrático resolveu a situação. O governo Temer entregou um juro real de 1,88%. O governo Bolsonaro fez uma gestão fiscal conservadora e entregou ao governo seguinte a taxa de juros reais de 3,6%. Se tivéssemos essa taxa de juros cresceríamos mais de 5%. Mas uma regra de disciplina fiscal fez com que essa taxa real esteja acima de 10%.

Para voltar a pelo menos 4% é preciso evitar gastos desnecessários. Colocar na presidência da República alguém que traga confiança aos agentes financeiros será adiar indefinidamente uma mudança de rumos que está nas nossas mãos.

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