Com dívida projetada em 115,4% do PIB até 2035, juros reais elevados e inflação acima da meta, a economia brasileira opera sob pressão. O crédito caro já cobra seu preço: 8,9 milhões de empresas fecharam 2025 inadimplentes, acumulando R$ 213 bilhões em dívidas. O resultado é conhecido — crescimento fraco e instável. Diante disso, o dilema entre ajuste fiscal e expansão é falso. A saída está na combinação: estabilizar as contas públicas sem sufocar o investimento. Experiências internacionais mostram que ciclos sustentados exigem poupança disponível e, sobretudo, um ambiente que preserve retornos elevados. Sem isso, o país patina; com isso, pode avançar. Robert Lucas (foto: EE Gilberto Marquina), ganhador do Nobel e um dos maiores economistas da história, garante que o “crescimento acelerado não nasce de impulso passageiro, mas de mudanças profundas que mantêm alto o retorno sobre investir e acumular capital.”











