A crise no Estreito de Ormuz também virou custo no agro brasileiro. Com a guerra no Oriente Médio, fertilizantes como uréia e fosfato sobem mais de 50%, expondo a dependência de um país que importa cerca de 85% dos insumos. O choque é imediato: margens comprimidas, compras mais cautelosas e risco de ajuste no plantio. Diesel caro encarece o frete e aperta a logística, piorando a relação de troca. O paradoxo permanece: a soja pode bater recorde de exportação, mas com rentabilidade pressionada. Para o atual Ministro da Agricultura, André de Paula (foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil), a lição é estrutural — o Brasil colhe em dólar, mas planta dependência.











