O conflito no Irã já bate no canteiro: combustíveis, fretes e insumos importados sobem e puxam o custo da construção. Há altas de 12% no cimento, 8% no aço e disparada em resinas e polímeros. Segundo Odair Senra (foto: Jorge Rosenberg/SindusCon), presidente do Sinduscon-SP, a pressão deve piorar com a queima de estoques. Segundo ele, o efeito em cadeia leva a adiamentos, ritmo menor nos canteiros e até cancelamento de projetos, sobretudo na classe média. Com margens comprimidas, construtoras tendem a repassar custos — e o preço do imóvel novo sobe. O paralelo é a pandemia: inflação persistente no setor e crédito mais seletivo, esfriando lançamentos.











