A inadimplência no crédito consignado privado chegou a 7,9% em maio, ante 7,6% em abril, no maior patamar para o mês desde 2021, segundo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo(foto: Lula Marques/Agência Brasil). Os números refletem principalmente contratos antigos, pois as novas operações do Crédito do Trabalhador, com garantia do FGTS, entram de forma gradual na série. O chefe do Departamento de Estatísticas, Fernando Rocha, ponderou que a migração e renegociação de dívidas podem distorcer a leitura: operações antigas tendem a concentrar maior risco, enquanto os novos contratos devem reduzir a inadimplência ao longo do tempo. No crédito total, a taxa subiu para 4,7% em maio.
Calote sobe nos bancos públicos
A inadimplência nos bancos públicos avança em ritmo mais forte que a média do sistema financeiro, segundo dados do Banco Central citados. Em um ano, os calotes dessas instituições passaram de 3% para 4,3%, puxados principalmente pelo crédito rural direcionado a pessoas físicas, cuja taxa saltou de 5,5% para 13,4%. O fenômeno reflete a expansão de linhas induzidas pelo governo, área em que os bancos públicos têm maior peso. Enquanto privados e estrangeiros também registram alta, o alerta é claro: crédito subsidiado pode aliviar no curto prazo, mas a conta chega. E, quando chega, não manda aviso educado.










