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Energia contamina preços e reduz margem do Banco Central

Por Paulo César de Oliveira
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Magda Chambriard (foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A valorização do Real e o avanço das exportações ainda oferecem algum abrigo ao Brasil diante da escalada do petróleo, mas o combustível da inflação já começou a vazar para dentro da economia real. O confronto deixou de ser episódico e atingiu produtos como carnes, laticínios e transporte. Em um país movido a caminhão e diesel caro funciona como imposto invisível sobre tudo. A defasagem nos preços da Petrobras amplia a tensão e alimenta a expectativa de reajustes inevitáveis e pressionam a atuação dos presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da Petrobras,  Magda Chambriard (foto Antonio Cruz/Agência Brasil). Enquanto o governo busca amortecer o impacto com medidas fiscais, o mercado começa a recalcular o custo da complacência. A consequência aparece nos juros: a promessa de uma Selic mais baixa perde força diante do risco de inflação resistente. No Brasil, o petróleo sempre acaba chegando à mesa — e à ata do Copom.

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