Com o déficit nominal chegando a 10% do PIB e a dívida avançando de 72% do PIB, no fim de 2022, para 82% em junho, a deterioração fiscal começa a invadir também o debate eleitoral. A economista Maria Cristina Pinotti (foto reprodução IstoéDinheiro) atribui o quadro à fragilidade do arcabouço fiscal e questiona a disposição de o presidente Lula para promover, em eventual novo mandato, o duro ajuste que as contas públicas exigiriam. A autora recorre à velha fábula do escorpião e do sapo para resumir sua dúvida: diante da necessidade de cortar gastos e conter a dívida, Lula contrariaria a tradição econômica do PT ou seguiria sua própria natureza? No fim da travessia, o problema é conhecido: alguém sempre paga a conta.











