A conta que cerca a reforma articulada por Fernando Haddad (foto Valter Campanato Agência Brasil )ganhou um alerta: o Tribunal de Contas da União (TCU) calculou a referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 11,3%, acima dos 9,21% usados em estimativas anteriores. Somada à projeção de 18,7% para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a taxa alimenta o cenário de um imposto sobre consumo de 30%. Não é alíquota definitiva: o percentual da CBS depende de aprovação do Senado, e o do IBS terá implantação gradual. Mas o risco dá substância à cobrança. Simplificar a tributação é necessário; transformar a promessa em alívio exige mais que trocar siglas. Se a burocracia emagrecer e a conta continuar obesa, o contribuinte terá financiado mais uma dieta de engorda do Estado.











