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Gustavo de Marchi: Gasmig investe para ampliar sua rede de distribuição e chegar nas casas dos mineiros

Por Paulo César de Oliveira
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Gustavo Marchi   Foto Tião Mourão

Ampliar o uso do gás renovável e apoiar a descarbonização da indústria é um dos objetivos de Gustavo de Marchi (foto: Tião Mourão). Ele assumiu o comando da Gasmig, em maio deste ano e desde então, vem trabalhando para ampliar a rede de distribuição no estado. Só no Triângulo Mineiro, o investimento na construção de 400 km de gasodutos chega a R$ 1 bilhão. Mas, a ideia é ampliar o uso do biometano também para o consumidor comum, abastecendo as residências, como já acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro. Para isso, segundo ele, é preciso um trabalho quase de “formiguinha”, para mudar a cultura do uso do botijão de gás.

O mercado de gás está mais favorável. O consumidor está mais receptivo a esse tipo de serviço que a Gasmig presta?

 Sim, sem dúvida. O gás chegou em um momento muito interessante, porque o gás, pela primeira vez, entrou na agenda do Estado e na agenda Federal. Basta verificar na agenda regulatória a quantidade de assuntos relacionados ao gás e isso traz o quê? Uma perspetiva de redução de preço, e não podemos esquecer que o gás é de fato o combustível da transição. É ele que vai permitir deslocar combustíveis fósseis com emissão de mais carbono, como é o óleo diesel e os outros combustíveis fósseis, não só no transporte, mas também na indústria. Estamos falando de carvão e o gás entra justamente para fazer esses deslocamentos.  

Essa é uma das metas, inclusive da Gasmig, trabalhar na redução do carbono?

 Sem dúvida. Um outro incremento, que é uma tecnologia recente, que é o biometano. A Gasmig vem investindo muito nessa tecnologia.  Nós lançamos a maior chamada pública da companhia em maio. Foi um sucesso e vamos produzir até 250 mil m³ de biometano e já estamos estudando para lançar muito em breve, uma chamada pública para todo o estado.

Como é o uso de cada um: do gás natural e do biometano?

 Aí é que está o grande diferencial. O biometano e o gás têm a mesma classificação. Onde transita o gás natural, transita o biometano com a mesma qualidade, com a mesma qualificação. Por isso que o biometano aos poucos vai tomando o lugar do gás natural. 

Nós vemos a Gasmig passando por vários bairros de Belo Horizonte. Esse é um gás que pode ser utilizado em casa? 

Nós estamos ampliando muito o gás nas residências. Isso é uma função social também da companhia. O gás da Gasmig não é só voltado para a indústria, é também para dona Maria, para o seu Jose. Essa é nossa função social.  Mas, é importante que a gente tenha âncoras nessas indústrias que é com isso que vamos conseguir justificar a financiabilidade daquele ativo. Mas, a função social e a função finalística é chegar com o gás para todo e qualquer consumidor do estado de Minas. 

No Rio de Janeiro é muito comum o uso do gás. Em São Paulo também. O que falta para tornar o seu uso mais comum nas residências, nos chuveiros, em outras funções, não só para cozinhar?

 Bom, eu sou mineiro, mas estava morando há 24 anos no Rio e é impressionante a mudança de cultura. A cultura aqui ainda é muito voltada para o GLP. Romper essa cultura, o uso do GLP que é o botijão, requer um trabalho de catequização, de conscientização, trazer os atributos, as vantagens de utilizar o gás natural. É esse papel que a gente está tentando levar de maneira gradual. É um trabalho de formiguinha, masvamos fazendo esse trabalho justamente para mostrar as vantagens do uso do gás natural. 

E o custo desse gás para o consumidor?

O preço é mais barato do que o GLP, certamente. E com essas políticas que nós estamos apoiando, acreditamos que a tendência é cada vez ter uma molécula mais barata.  

A Gasmig também está ampliando a sua rede. Quais regiões estão sendo priorizadas? 

Fizemos o maior projeto da Gasmig, que foi o gasoduto Centro-Oeste, que é de Betim a Divinópolis, praticamente com seus ramais. Estamos implementando o projeto Sul de Minas, que é um gasoduto que sai de São Paulo e chega até Pouso Alegre e a partir de ali para outras regiões. No mês de maio, nós lançamos a chamada pública para o biometano e foi um sucesso. Nós vamos distribuir biometano por meio de ramais locais. O investimento só no Triângulo foi de na casa de R$ 1 bilhão. Nós vamos chegar a 400 km de rede. 

Sueli Cotta

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