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Mateus Simões: maior desafio do estado é crescer a renda média do mineiro

Por Paulo César de Oliveira
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Mateus Simões (foto: Tião Mourão)

Governador e candidato à reeleição para o governo de Minas Gerais, Mateus Simões (foto: Tião Mourão) está, desde março deste ano, rodando as regiões do estado com a iniciativa Governo Presente, que será finalizada em julho. Ao mesmo tempo em que a gestão itinerante mostra ao gestor, in loco, as demandas dos municípios visitados, também apresenta o atual chefe do Executivo à população do interior. Para ele, ainda é cedo para falar em pesquisas: “antes do fim da Copa, nada vai acontecer, não.” 

Por que uma administração itinerante? 

Quando estava me preparando para iniciar a fase do mandato, conversando com o governador Romeu Zema, percebemos que os prefeitos estavam preocupados de que a renúncia dele significasse um afastamento do governo em relação ao interior. O governador Zema foi muito presente no interior. Eu queria dar ao interior esta certeza de que não haveria nenhum tipo de descontinuidade ou afastamento. Nós montamos, juntos, este programa que acabou resultando na renúncia dele (Romeu Zema) 15 dias antecipadamente. 

O que percebe nas regiões que visita?

Que estar com as pessoas permite que a gente pare de tomar decisões com planilha e passe a tomar decisões com base na realidade. O Papa Francisco escreveu em sua última epístola um conceito interessante, em que ele diz: “A realidade é mais importante do que a ideia.” E ele tem toda razão. Na planilha, enquanto teoria, as coisas são de uma maneira. Quando você vai lá, ver na prática, as coisas não são exatamente assim. 

E como é esta prática? 

Dar uma solução para uma escola do Jequitinhonha (Norte de Minas) não pode ser igual dar solução para uma escola de Passos (Sul de Minas). A população vive coisas diferentes e o Governo Presente tem me permitido fazer as entregas que a gente já vinha me encaminhando. Entreguei os hospitais regionais, estamos entregando obras de infraestrutura, mas me permite conversar com cada região e entender o que priorizar nas próximas etapas.

E qual é a realidade de Minas Gerais, hoje? 

Minas hoje, em todas as regiões, é um estado em que não há desemprego, mas é um estado em que ainda precisamos avançar na renda média do trabalhador. Eu diria que este é o maior desafio pela frente. Porque se na saúde, educação, segurança e infraestrutura a gente já sabe o caminho a seguir, quando a gente fala de renda média o mineiro tem só a 9ª renda média do país. Mas se não tem desemprego nenhum, como faz para elevar esta renda média? O mineiro, hoje, é isso: um povo que encontrou sua situação de pleno emprego, voltou a estar confortável na sua própria pele, mineiro que tem orgulho de ser mineiro. E agora é preciso entender como fazer para o estado enriquecer junto com a população.

Como estão as expectativas para a campanha à reeleição e possíveis apoios? 

Eu estou muito animado. Temos uma frente muito grande de partidos – quase 40% de todos os deputados e tempo de TV estão conosco. São nove partidos: PSD, NOVO, União, PP, Mobiliza, Solidariedade, Podemos, PRD e DC. Além disso, sigo nas minhas conversas com o PL, em que está Domingos Sávio, senador, amigo querido. Continuamos as conversas com o Republicanos. O senador Cleitinho é um amigo que sempre esteve ao meu lado, não teria motivo para estarmos separados agora. 

No caso do Cleitinho não se candidatar, há uma aliança à vista com o PL? 

Tenho bastante convicção de que o Cleitinho, não sendo candidato, nós estaremos juntos. Eu e Cleitinho sempre estivemos juntos desde 2016, em todas as eleições. Como tenho esta certeza também sobre o Nikolas (deputado federal Nikolas Ferreira). Mas o PL, especificamente, depende mais da discussão nacional do que de qualquer evento local. Então, a gente tem que esperar um pouquinho e neste ponto vou com o senador Cleitinho: antes da Copa, nada vai acontecer, não. 

Como está vendo os resultados das pesquisas?   

Ainda está cedo para as pesquisas. A última pesquisa nossa mostra que 73% dos mineiros não fazem a menor ideia em quem vai votar para governador. Então, estou mais preocupado em continuar trabalhando porque a vantagem de estar no governo é esta: trabalhar a pré-campanha trabalhando no governo, propriamente.

Raquel Ayres

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