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Senador Cleitinho: o difícil trabalho no combate a corrupção e aos privilégios

Paulo César de Oliveira
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Senador Cleitinho

Cleiton Gontijo de Azevedo, ou Cleitinho (foto/reprodução internet), do Republicanos, como é conhecido, tem destacado a sua atuação no Senado com uma postura em defesa da transparência, do combate à corrupção e aos privilégios. Por isso diz ser contra o projeto das prerrogativas, que blinda o Congresso de casos de prisão de parlamentares. Mas é a favor da anistia e critica o que considera como covardia a atual situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Principal nome na disputa ao governo de Minas, o senador eleito com mais de quatro milhões de votos, lidera as pesquisas de intenção de votos ao governo de Minas, mas esse assunto só será discutido no ano que vem. 

Como o senhor vai se posicionar em relação aos projetos das prerrogativas e o da anistia?

Esse projeto das prerrogativas eu vou ser contra, não vou ser favorável porque é uma questão de coerência da minha parte. Falam que a gente não pode se sujeitar a chantagem do STF, e o projeto é um pouco para blindar isso. Mas eu não vou ser chantageado pelo STF porque eu não devo nada, foi por esta razão que até hoje eles não fizeram isso comigo e não vão fazer. E quando eu entrei na política eu deixei bem claro que qualquer projeto que seja a favor de político, eu vou votar contra e querendo ou não, esse projeto é para beneficiar político. E um projeto desses é amplo e acaba que alguns podem ser inocentes, mas vai acabar beneficiando canalhas, e tem um monte de canalhas no Congresso Nacional. Em relação ao projeto da anistia, eu sou totalmente a favor e já me posicionei várias vezes, só que a gente depende desse projeto ser aprovado na Câmara para poder ir para o Senado. O projeto está com essa resistência do presidente da Câmara. Mas acho que cabe aos deputados federais agora, principalmente, que votaram a favor do Hugo Motta ser presidente da Câmara, cobrar para ele pautar o projeto. Às vezes eu fico vendo essa questão de presidente da Câmara e do Senado, eles têm que ser mais democráticos. O plenário é soberano. O projeto da anistia é constitucional, ela não é inconstitucional. Então, coloca para votar e quem é a favor da anistia igual eu sou a favor, vota a favor, quem é contra, volta contra. É simples. Não tem que ficar engavetando projetos.

Esse projeto pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que começa a ser julgado na terça-feira?

Não sei se o projeto é amplo para beneficiar o Bolsonaro. Não li o projeto completo. Mas a forma que ele está sendo julgado é completamente injusta. Sou contra. Isso que estão fazendo com ele é covardia. É uma prisão política, porque não houve golpe.

O fato de a casa do ex-presidente estar sendo vigiada incomoda? 

Covardia o que a Polícia Federal está fazendo. Inclusive quero conversar com os senadores para ver se podemos convocar na Comissão de Segurança Pública esse delegado que está nessa ação junto com o STF. É errado. Tem filha, tem esposa dele ali na casa, que não tem nada a ver com isso. Independente de gostar ou não dele, é um cargo, é a instituição presidente. Se fosse com o Lula uma situação dessa, seria errado. Colocar pessoas na casa dele? Ele não é terrorista não, ele não é traficante. 

O seu nome está sendo colocado como o principal para disputa ao governo de Minas Gerais. Está liderando em todas as pesquisas. É uma possibilidade real a sua candidatura?

 Só vou estudar isso no ano que vem. Eu fico muito honrado, muito feliz de saber que eu estou liderando a pesquisa, o que mostra que meu trabalho está dando resultado, está sendo reconhecido. Mas vou tratar de eleição só ano que vem. Isso não é prioridade para mim agora. A eleição é no ano que vem e no ano que vem eu vejo. Sinto o termômetro do povo e vejo. Se for da vontade do povo e de Deus eu vou deixar acontecer.

A política brasileira do jeito que está hoje, com esses excessos, com essas brigas entre os petistas e bolsonaristas tende a se repetir ano que vem? 

Acredito que da forma que está, pode acontecer. Mas eu acho que a própria população brasileira está começando a cansar disso. Porque seja na esquerda ou direita, não é essa questão ideológica que vai matar a fome do povo, que vai resolver o problema do país. Eu acho que quando o país quer prosperar, ele tem que estar unido, um país dividido nunca vai prosperar. Então eu acho que isso é responsabilidade também minha, de todos, a responsabilidade de buscar a pacificação do país. Não fico em uma posição burra. Eu tento ser uma pessoa justa, coerente, o que é bom para o povo, eu estou ali para ajudar. A gente precisa é acabar com isso, porque eu acho que o político, o ser humano, tem que ser justo. Os dois pagam meu salário, tenho que trabalhar para todo mundo para o povo e para ajudar o país.

 Se o senhor for candidato, essa vai ser uma das suas plataformas, de pacificar?

 Sim, vai ser, vai sim. Se eu for candidato a governador, pelo menos em Minas Gerais vai ter pacificação. Não posso falar pelos outros, mas eu sim.

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