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Uma eleição diferente 

Diferente dos outros pleitos, os candidatos que participam das eleições municipais estão enfrentando uma dificuldade a mais, devido às limitações impostas pela pandemia da Covid-19. As redes sociais passaram a ser o principal canal com o eleitor. Mas outros fatores também mostram uma mudança no eleitor. Os grandes partidos como MDB, PT e PSDB perderam a força o que mostra, segundo o deputado estadual e presidente estadual do PTB, Braulio Braz (foto), a descrença do eleitor com os partidos políticos. 

 

Os candidatos estão tendo dificuldade para se comunicar com o eleitor nessas eleições como reflexo da pandemia. É um momento difícil? 

O momento político não está conturbado, está tranquilo. Mas a campanha está difícil, porque os candidatos não estão tendo acesso ao eleitor para levar os projetos, as propostas até as pessoas. O número de indeciso ainda é muito alto. As pessoas estão tendo dificuldade para escolher em quem votar. 

 

O que se percebe, principalmente em BH, é que as grandes legendas, que sempre dominaram o cenário político, como PT e PSDB, estão com um percentual de intenção de voto muito baixa. 

Realmente já houve uma prévia de que isso poderia acontecer, na eleição de governador. Os partidos mais famosos como o PSDB, PT e MDB já não tinham uma aceitação muito boa, devido ao conluio com o Poder central. Houve uma vontade muito grande, em todo o país, de não votar nesses partidos. O PTB está indo muito bem. Nós tínhamos prefeito só em cidades pequenas, nessas eleições vamos conseguir eleger prefeitos em cidades maiores. Não é o caso de Belo Horizonte. Mas Belo Horizonte o candidato não é uma pessoa que representa um partido e é o único caso que eu conheço de prefeitura que está adiantada na decisão final, em relação as cidades maiores. Ele mesmo já disse que nãos e interessa por jogo político. O que mostra a falta de um concorrente, de um candidato que consiga se projetar em um momento como o que temos hoje, com um prazo muito curto para fazer campanha. As televisões estão transmitindo as propagandas em horário impróprio, como a madrugada às 4h da manhã, 5 horas da manhã. A pandemia e a situação financeira antes mesmo da pandemia, isso afastou os candidatos. Minas Gerais também tem dois casos que só aconteceram aqui, de pessoas que se aventuraram na política e deram certo como o nosso governador Romeu Zema e o prefeito de Belo Horizonte. 

 

O que acontece em Belo Horizonte? 

Desde que me conheço como político, os prefeitos sempre se reelegeram, desde Célio de Castro, Fernando Pimentel, Marcio Lacerda, todos se reelegeram. A cidade tem tradição de reeleição, é mais cômodo. As pessoas também não estão tendo muita paciência com política. Esse ano vai ter muita ausência, muitos votos brancos e nulos. As pessoas estão desiludidas com a política. 

 

O PTB s e alinhou ao mesmo grupo em Belo Horizonte, sem o PSDB. Essa é uma tendência para o governo do Estado também? 

No PSDB, trabalhei com o Antonio Anastasia, com Aécio nunca tive contado. Tinha em comum com Anastasia a vontade de fazer as coisas para melhorar Minas Gerais. A tendência é a de que haverá uma diminuição do número de partidos, caindo mais para uma linha ideológica. 

 

O presidente Jair Bolsonaro e o governador Romeu Zema não conseguiram impulsionar as candidaturas defendidas por eles. Esse pode ser entendido como um recado do eleitor? 

É difícil analisar, porque o Bolsonaro está sem partido e está bem avaliado. É muito comum candidatos embarcarem em alguma onda e na eleição seguinte sumirem. Isso aconteceu muito na Assembleia Legislativa. Na eleição passada foi eleito muito deputado com pouco voto. Eles conseguiram se eleger com voto de legenda. Tem candidato da base bolsonarista eleito assim. Já São Paulo é muito peessedebista. O PSDB é em São Paulo, como o PT foi no Brasil. 

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