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Blog do PCO

Agenda positiva

Questionar a governança da pandemia é importante, claro, mas o Congresso Nacional não pode perder o foco sobre a questão econômica. Não são questões concorrentes, mas complementares. Não dá mais para ficar com o barco à deriva, ao sabor do vento, especialmente diante do flagelo do desemprego, com 13,9 milhões de pessoas sem ocupação, segundo dados do 4º trimestre de 2020 divulgados pelo IBGE. Enquanto se debruça sobre a condução do combate à covid-19, o próprio Senado Federal tem plenas condições de assumir um protagonismo, articulando uma agenda positiva. O que o país mais precisa, agora, é de um plano de retomada com objetivos viáveis, que organize medidas de curto e médio prazos que produzam renda e empregos. De curto prazo, é fundamental a adoção de um programa de renda mínima mais robusto. Evitar que as pessoas passem fome, e que sofram ainda mais os efeitos deletérios da pandemia, é prioridade. Isso significa criar remédios mais assertivos e perenes do que um auxílio emergencial. No plano legislativo, as reformas administrativa e tributária precisam andar com mais celeridade no Legislativo, assim como o cronograma de privatizações não pode empacar. 

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