Em cartaz desde domingo no Instituto Tomie Ohtake, a exposição “Picasso: Mão Eurdita, Olho Selvagem”, por si só, vale uma esticada até a capital paulista. Reunindo 116 trabalhos, entre pinturas, desenhos esculturas e gravuras, a maioria inédita no Brasil. É a maior retrospectiva de Pablo Picasso (1881-1973) realizada no país desde 2004. Após alguns meses em São Paulo, a exposição segue para o Paço Imperial, no Rio. A seleção é da francesa Emília Philippot (foto), curadora do Museu Nacional Picasso – Paris. A maioria das obras expostas são, na maioria, trabalhos que o artista quis guardar em vida. Entre elas, estão estudos para o balé russo “Pulcinella” (1920), “Cabeça de Mulher” (1962), o clássico “O Beijo” (1969), “Paul como Arlequim” (de 1924, que retrata o filho de Picasso), a litogravura “A Grande Coruja (1948), a escultura (cubista) “Violão” (1924) e algumas máscaras produzidas durante a Segunda Guerra. Completam a exposição fotografias de André Vilers, realizadas a quatro mãos com o artista e fotografias de Dora Maces, mostrando o processo de criação de “Guernica”, obra icônica de Picasso.