Com poucos recursos e muito discurso, Renan Santos (foto reprodução Instagram), pré-candidato a presidente da República, tenta vestir o figurino do improvável — quase um Pablo Marçal de estrada, versão raiz, sem jatinho e com Wi-Fi instável. Lives, polêmicas e viagens de carro compõem o roteiro de quem aposta na performance mais do que na estrutura. Sem marqueteiro, crava: “o marketing somos nós”. Traduzindo: narrativa com custo zero no verniz. O partido Missão se espalha como pode, com pré-candidatos pelos estados, mas evita o Senado — terreno onde o improviso costuma morrer cedo. A estratégia é sedutora: transformar limitação em autenticidade. Resta saber se o eleitor compra o personagem… ou percebe que, no fim, é só mais um vendendo motivação em praça pública.











