Luís Antônio Athayde
Em meio a tantas pesquisas e análises encomendadas por conta da eleição presidencial veio à tona um componente extremamente preocupante: o eleitor brasileiro, como nunca antes, está com muito medo, está tomando decisões em ambiente de elevadíssima percepção de risco e agindo por exclusão, sem alternativa para acreditar em espaço de esperança por dias melhores.
Campanhas eleitorais estão apenas focadas nas armas de guerra eleitoral e em vazamentos seletivos, para liquidar adversários no curtíssimo prazo.
Diferentes percepções de medos, competindo entre si, concentrados nas áreas de segurança, na economia na (falta) de confiança nas instituições e no futuro do país estão vetorizando algo mais angustiante: a perda de previsibilidade na vida cotidiana das pessoas e das famílias.
Se de um lado, parte do eleitorado teme a continuidade do governo atual, de outro, parcela semelhante teme a volta da família Bolsonaro ao poder sem que haja qualquer sinalização de melhora à angústia sentida.
Ouvir sobre movimentação de percentuais nas pesquisas passou a ser algo profundamente incomodo, uma verdadeira tortura mental.
A rejeição e o medo do adversário, num campo e no outro, passaram a funcionar, agora, como forças eleitorais preponderantes o que torna impraticável qualquer prognóstico do que sairá nas urnas de amanhã. (Foto Agência Brasil)












